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segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Livro de moda ou autoajuda?

   Então... Estava eu andando com a família quando meu pai decide ir a uma loja fora do shopping. Obviamente, eu acabei ficando no shopping, numa livraria, claro. Peguei uns 5 livros. Um do Jorge Amado, que era Dona Flor e Seus Dois Maridos, e os outros quatro na seção de moda. Todos grossos, muito grossos, os da área de moda. Entretanto teve um que ressaltou mais aos meus olhos, a capa. Peguei o livro e sentei-me em um daqueles sofá pretos que quase somos engolidos de tanto que afundamos neles. comecei a ler, e não era nem um pouco parecido com o que eu imaginei.
   O livro é bem interessante. Ele meio que explica e não explica como ser uma parisiense. Escrito por quatro amigas, te faz refletir sobre o que é ser não só parisiense, mas de modo geral: Uma mulher poderosa. Aborda todos os temas envolvidos na vida da mulher. Desde como beijar e agir, até a forma de se vestir e encarar a vida.
O interessante é que o encontrei em uma área destinada aos livros de moda, entretanto está mais para algo como auto-ajuda ukkkk. Não tem muito o que eu dizer ou resumir sobre o livro. Então deixarei anotado aqui as partes mais interessantes, na minha opinião, do livro.
Em relação a algumas atitudes, achei as ideias válidas, como no caso que leva a nos valorizar, a nos respeitar, cuidar do nosso estilo, mente e corpo. Entretanto, houve momentos em que discordei para dar-se como dica para nós leitoras, como no caso de tratar do cigarro como algo muito normal e útil, do fato de nos incitar a ser esnobes e etc. Vendo pelo lado negativo da ideia em si. Porém o que torna este livro essencialmente legível até suas últimas paginas-mesmo havendo divergências de ideias- é o fato daqueles lados negativos serem também colocados na mesa. Assim, ficamos a par de todos os lados, equilibrando a balança da vida. Nem as francesas, apesar de muito desejadas pelos homens, são perfeitas. E isto torna o livro bastante real. 
Ao meu ver, apesar de ser um livro de auto-ajuda, não só em relação a esse, mas a todos, não é muito certo fazer cegamente o que o livro nos diz. Nem sempre ele dirá coisas boas, até porque, ás vezes, o que seria bom para mim não seria pra você. Por isso seria sábio ler qualquer manual assim com a mente ligada, prestando atenção, e de preferência aderir dele apenas o que na nossa opinião, minha, sua, aquilo que nos parece bom.




Título: Como Ser Uma Parisiense Em Qualquer Lugar Do Mundo
Autor(a): Sophie Mas, Audrey Diwan, Caroline de Maigret e Anne Berest
Editora: Fontanar
Quantidade de páginas: +/- 249
Gênero: Moda
Preço que paguei: Por enquanto nada, mas devo pagar 32,20 
Onde comprei: Possivelmente irei comprá-lo na loja online da Saraiva, mas pode ser encontrado na Leitura um pouco mais caro ou nas Lojas Americanas
Nota: 10/10






Trecho 1:

    Em geral, as histórias de amor acabam mal.

Você ouviu isso mil vezes quando era nova, e tem mais: disseram-lhe exaustivamente que teria vários amores. Então, como o primeiro poderia ser o homem da sua vida? Você ouviu mais de uma vez que teria todos os tipos de tentação ao longo do caminho. Sem contar que ele também tem, naturalmente, vontade própria.

Tudo isso é verdade, de fato. Estatisticamente você tem (muito) mais chance de terminar com ele do que amá-lo para sempre. E se ele não ligar de volta, é porque não era para ser. Ele vai encontrar alguém que combine mais com ele. Melhor assim, para os dois.

Mas para toda regra há uma exceção. Não é mesmo? Você não pode cercar-se de certezas ( não só sobre o amor, mas também sobre tudo na vida), e o homem ideal não existe. É bom que sejam todos inadequados, para que você reconheça o certo quando ele aparecer. Último lócus da improvisação, o amor é a única esfera na qual não temos escolha. Eis sua mágica, o que o faz maravilhoso, atemporal.

A boa notícia é que, graças a todos esses relacionamentos - contando, claro, todos os seus momentos menos gloriosos-, você aprendeu a se conhecer, a ser mais forte e independente. Aprendeu a se virar sozinha. E, portanto, não precisa de ninguém para ser feliz. Mas verdade seja dita: com ele, é melhor.

Tanto em paris quanto em qualquer outro lugar é bom saber desconstruir suas certezas para conseguir apaixonar-se. 

Trecho 2:

Milton Erickson, [...] quando criança, presenciou uma cena que o marcou para sempre: alguns fazendeiros tentavam tirar um bezerro de dentro de uma cocheira. E o bezerro, por sua vez, não queria sair. Os fazendeiros o puxavam pelo rabo, inutilmente. O bezerro fazia força para o outro lado e não se mexia. 

Até que os fazendeiros tiveram uma ideia.

Batava que puxassem o rabo do bezerro no sentido contrário. O bicho mudou o plano imediatamente e correu pra fora. Ele saiu da cocheira, sozinho.

Milton Erickson tirou uma verdadeira lição sobre a psicologia humana dessa experiência. A gente erra muitas vezes, insiste no erro, quando bastaria fazer exatamente o oposto para obter o resultado desejado.

Trecho 3: ( É a partir deste trecho que a resenha do livro passa a ser tornar um desabafo, tanto da parte das autoras quanto da minha parte!!!)

As verdadeiras armas das parisienses em caso de conflitos amorosos:

As lágrimas

Algumas mulheres pensam que os homens se emocionam com as suas lágrimas. Talvez elas ainda cultivem a ilusão de que isso tenha algum efeito, uma vez que funcionava quando eram crianças.

[...]

O ciúme 

O ciúme é um estorvo para todos os envolvidos: para quem sente e quem é objeto dele. Nesse jogo não há vencedores.

[...]

A difamação

Colocar o outro para baixo para deixá-lo a sua mercê: uma bela idiotice. [...]  As palavras cortantes, desagradáveis, não farão com que ele mude. Farão com que fuja. [...]

Acusar a família dele

[...]

Cara feia

[...]

O problema é que ficar emburrada é uma punição acima de tudo para você mesma. [...] em vez de fazer bico, pousar de mulher perfeita é uma arma de desestabilização muito mais eficiente. Fique alegre, sensual, brincalhona... Faça qualquer coisa menos ficar emburrada. Ao se deparar com o que ele pode vir a perder, o pedido de desculpas vai surgir antes do esperado.

A troca de carícias ( e não a troca de insultos) é o que ajuda um a entender as dores do outro.

Chantagem ou suicídio

[...]


 

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