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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Livro do mês: Helena

O livro de hoje, vou te contar, foi uma das melhores leituras que eu fiz. Bom, na verdade depende bastante do seu gosto por leitura, já que este é algo bem realístico que é mais do que possível já ter acontecido.

Apesar, quero deixar uma ressalva aqui sobre a obra Machadiana. Sempre que eu estudei Sobre Machado de Assis, os professores diziam o seguinte sobre as tais : Ninguém presta. Não sei se o que dizem está 100% certo, já que nesta obra eu percebi certa benevolência em algumas personagens. Outra coisa: Os professores sempre disseram que eram textos difíceis de ler, pois as frases não estavam em ordem direta. Sinceramente, não concordo. Eu sempre temi, um pouco, ler qualquer livro de Assis por esses infortúnios comentários dos professores, entretanto quando li Helena, eu percebi que não era o monstro que se era retratado na escola. Na verdade, a leitura foi bem fluida. Sem contar que o tema da estória foi muito boa, e me prendeu até o final da obra.

Ah sim, acabei de me lembrar que em um outro post eu havia dito que contaria umas curiosidades sobre este livro, o meu em especial. Eu o encontrei no final do ano passado enquanto voltava da escola. Estava posto para ser jogado no lixo. Eu fiquei absorta com os vários livros que seriam jogados fora. Acabei pegando esse, pois reconheci o autor. As folhas amareladas, o cheiro maravilhoso de livro velho. Amo. Quando abri o livro, havia ali um bilhete de passagem rodoviária. Nem liguei muito até eu ver a data. 28 de fevereiro de 1992. Isso significa que o livro deve ter sido impresso no mínimo um ano antes. Ano passado eu ainda tinha 15 anos, e eu fiquei louca. Um livro com um bilhete que dizia que o livro era bem mais velho que eu. Fiquei pensando: "Nossa, que rústico. Que vintage. Que velho. É uma relíquia, certeza". Esse livro provavelmente entreteu alguém e agora ele viera para mim. Dei um trato nele, e agora dá-se para o ler.


Partindo logo ao livro e sua estória, a ficha técnica:

Título: Helena
Autor: Machado de Assis ( Com introdução e notas de M. Cavalcanti Proença)
~Clássicos Brasileiros
~Edições de ouro_ selo 5412

                                                                                                                       
Alerta spoiler

Se você pretende comprar o livro e não gostaria de saber o que ocorre no livro não leia este trecho até o final!

A estória começa com a morte do Conselheiro. Um homem importante que possuía uma filha fora do casamento. A surpresa vem junto com o testamento daquele, pois pede nele que reconheçam sua filha, Helena, como membro da família e que a tratem como tal: com amor. A princípio a Dona Úrsula renega a menina a todo custo. Entretanto, com o tempo e a doença que a acometeu, D. Úrsula percebeu que a menina era muito prendada. Cuidou das tarefas do lar e praticamente não saiu da beira de sua cama enquanto esta estava enferma.

-Logo na décima terceira página, ainda no início, já sou surpreendida por uma reflexão que aderi a minha vida: "- Mas a tristeza é necessária à vida. acudiu D. Tomásia, que abrira os olhos logo à entrada do marido. As dores alheias fazem lembrar as próprias, e são um corretivo da alegria, cujo excesso pode engendrar o orgulho" (pág. 13). sinceramente acho justo. Qualquer coisa ou sentimento em falta ou excesso faz mal. E, sinceramente, para mim, o orgulho é gerador de muitas confusões simplesmente desnecessárias.-

Helena e seu irmão, Estácio, acabaram por pegar o costume de cavalgar a tarde até um local perto de um casebre. Em uma destas saídas, tiveram uma conversa interessante em que o fez reconhecê-la como capaz de "pensar como um homem". Sim, exatamente. Isto, hoje em dia é meio óbvio, mas foi incrível como isso foi retratado no livro. Como se, nós mulheres fôssemos inferiores. Ás vezes, inclusive, apesar dos contras, agradeço por ter nascido em 99.

"- Valem muito os bens da fortuna, dizia Estácio; eles dão a maior felicidade da terra, que é a independência absoluta. Nunca experimentei a necessidade; mas imagino que o pior que há nela não é a privação de  alguns apetites ou desejos, de sua natureza transitórios, mas sim essa escravidão moral que submete o homem aos outros homens. A riqueza compra até o tempo, que é o mais precioso e fugitivo bem que nos coube. Vê aquele preto que ali está? Para fazer o mesmo trajeto que nós, terá de gastar, a pé, mais uma hora ou quase.
[...]
-Tem razão, disse Helena: aquele homem gastará muito mais tempo do que nós em caminhar. Mas não é isto uma simples questão de ponto de vista? A rigor, o tempo corre de mesmo modo, quer o esperdicemos, quer o economizemos. O essencial não é fazer muita coisa no melhor prazo; é fazer muita coisa aprazível ou útil. Para aquele preto o mais aprazível é, talvez, esse mesmo caminhar a pé que lhe alongará a jornada, e lhe fará esquecer o cativeiro, se é cativo. É uma hora de pura liberdade.
Estácio soltou uma risada.
-Você devia ter nascido...
-Homem?
-Homem e advogado. [...]" (pág. 44,45)

Certo dia, Helena recebeu ma carta e Estácio ficou, particularmente, encrespado com a carta. Neste momento eu comecei a suspeitar que estaria rolando um incesto na parada. Principalmente quando juntei isso ao fato de ele estar noivo, mas ao mesmo tempo estar adiando sempre o ato de pedir a mão ao pai da da sua namorada. Sério mesmo, eu fiquei louca. Não é possível, será? Foi aí que comecei a ler o livro que nem uma viciada. Em todos o lugares, a toda hora. Fui até acabar o livro. Porque, até antes dessa minha suspeita, eu estava achando o livro meio monótono. E calma, que ainda falta muita coisa nessa estória, apesar de o livro ser pequeno e ter menos de 200 páginas!!!

Helena também sentia algo por ele. Isso ficou muito claro quando ele a perguntou se estava amando alguém e ela respondeu que amava muito. A partir daí, Helena começou a forçar mais ainda o Estácio a pedir Eugênia em casamento. Dentre essas várias conversas:

"- Pode ser; mas ao marido cabe a tarefa de fixar essa impressão passageira... O casamento não é uma solução, penso eu; é um ponto de partida. O marido fará a mulher. Convenho que Eugênia não tem todas as qualidades que você desejaria; mas, não se pode exigir tudo: alguma coisa é preciso sacrificar, e do sacrifício recíproco é que nasce a felicidade doméstica.
[...]
-É tão bom ver chover quando estamos abrigados! exclamou ele. Tenho lá na estante um poeta latino que diz alguma coisa nesse sentido... Que tem você?
- Estou pensando nos que não têm abrigo ou o têm mau; nos que não têm, neste momento, nem tetos sólidos nem corações amigos ao pé é si." (pág. 61,62)

Nesse momento eu pari tudo. Fechei o livro e os olhos, e pensei. Jota Cristo, ela ama o preto que estava descascando laranja! Voltei a ler porque eu precisava descobrir logo!

Em uma discussão que tomou como foco a Eugênia, Estácio soltou:
" A beleza é como a bravura; vale mais se não a metem à cara dos outros." (pág. 65) Helena ficou doida nessa hora.

Um amigo de infância do Estácio apareceu: Mendonça. Estácio tomou coragem  pediu a mão de Eugênia. Se não me engano, era a tia. A tia de Eugênia ficou doente e Estácio foi com ela vê-la. Nesse tempo em que Estácio esteve fora, adivinha quem começou a se interessar em Helena? Exatamente. Mendonça. Entretanto, isso surpreendeu bastante, já que Mendonça já chegara falando mal da menina. E, ainda, era o considerado "aventureiro" e "desprendido", de acordo com ele mesmo, ele não nascera para casar. Era certo, entretanto, que Helena amava outro. Porém, com a ajuda do Padre, Helena convenceu-se de que Mendonça seria um bom marido e o aceitou de bom grado. 

"-Oh! nesse ponto a minha ignorância sabe mais do que a sua teologia. Que são minutos e que são meses? Paixões de largos anos, chegando ao casamento, acabam muitas vezes pela separação ou pelo ódio, quando menos pela indiferença. O amor não é mais que um instrumento de escolha; amar é eleger uma criatura que há de ser companheira na vida, não é afiançar a perpétua felicidade de duas pessoas, porque essa pode esvaziar-se ou corromper-se. Que resta à maior parte dos casamentos, logo após os anos da paixão? Uma afeição pacífica, a estima, a intimidade." (pág. 107,108)

Helena, ao responder a carta que Estácio havia mandando -observação para o fato de Estácio não ter mencionado em sua carta, vez sequer, Eugênia- comentou sobre seu casamento com seu amigo. Estácio simplesmente largou tudo e foi correndo até sua irmã. Conversou com o padre e seu amigo e negou seu consentimento sobre o casamento. Helena muito discutiu a respeito com Estácio. além disso, o próprio padre disse a Estácio a verdade de que ele estava amando sua irmã! A partir deste e discussões com Helena e Mendonça, ele passou a consentir o casamento.

Porém, o inesperado e inexplicável ocorreu!!! Estácio viu Helena saindo do casebre que eles sempre viam em seu passeios a cavalo. Ele ficou transtornado, eu achei que fosse bater em Helena. Ele fez de tudo para todos entenderem que ela era impura, que não era mais virgem. Chamou o padre e D. Úrsula. Helena ficou tão abatida que não conseguia nem mais olhar no rosto deles. Mas a explicação e a verdade veio a tona. aquele homem que morava no casebre era, na verdade, o pai de Helena. Não, não o Conselheiro ele realente morreu. Mas o verdadeiro pai de Helena.  TCHAAAAN SURPRISE MOTHERFUCKER!!! Não sei se você pensei na mesma coisa que eu, mas a primeira coisa que pensei foi "Oh Meu Deus, Helena e Estácio não são irmãos! Eles podem se casar e ser felizes para sempre! Não, na verdade não foi bem isso...

Se você já estava ficando feliz então pode ir parando para o seu próprio bem. Helena afirma querer sair da família e perder o direito à herança, mas os familiares não permitem. Muito fofo da parte deles, claro. Mas como a vida não é perfeita, Helena fica doente e morre. Ponto. Acabou. Choquei! Eu fiquei sem creditar. Cadê o final feliz? Cadê as caruagens? Nada disso... foi isso e ponto. Acho que era nessa parte que os professores falavam tanto na tal da "realidade". Sinceramente ? Eu ainda quero meu príncipe super educado e inteligente que ria das minhas idiotices comigo. 

Assim, eu encerro a resenha deste mês. Aconselho muitíssimo que leiam Helena, pois é exatamente o tipo de trama que eu gosto. Passo a estória inteira pensando em uma coisa, mas no final é algo diferente. Minha nota? 10/10

beijos ~~ Pikachu <3



segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Livro de moda ou autoajuda?

   Então... Estava eu andando com a família quando meu pai decide ir a uma loja fora do shopping. Obviamente, eu acabei ficando no shopping, numa livraria, claro. Peguei uns 5 livros. Um do Jorge Amado, que era Dona Flor e Seus Dois Maridos, e os outros quatro na seção de moda. Todos grossos, muito grossos, os da área de moda. Entretanto teve um que ressaltou mais aos meus olhos, a capa. Peguei o livro e sentei-me em um daqueles sofá pretos que quase somos engolidos de tanto que afundamos neles. comecei a ler, e não era nem um pouco parecido com o que eu imaginei.
   O livro é bem interessante. Ele meio que explica e não explica como ser uma parisiense. Escrito por quatro amigas, te faz refletir sobre o que é ser não só parisiense, mas de modo geral: Uma mulher poderosa. Aborda todos os temas envolvidos na vida da mulher. Desde como beijar e agir, até a forma de se vestir e encarar a vida.
O interessante é que o encontrei em uma área destinada aos livros de moda, entretanto está mais para algo como auto-ajuda ukkkk. Não tem muito o que eu dizer ou resumir sobre o livro. Então deixarei anotado aqui as partes mais interessantes, na minha opinião, do livro.
Em relação a algumas atitudes, achei as ideias válidas, como no caso que leva a nos valorizar, a nos respeitar, cuidar do nosso estilo, mente e corpo. Entretanto, houve momentos em que discordei para dar-se como dica para nós leitoras, como no caso de tratar do cigarro como algo muito normal e útil, do fato de nos incitar a ser esnobes e etc. Vendo pelo lado negativo da ideia em si. Porém o que torna este livro essencialmente legível até suas últimas paginas-mesmo havendo divergências de ideias- é o fato daqueles lados negativos serem também colocados na mesa. Assim, ficamos a par de todos os lados, equilibrando a balança da vida. Nem as francesas, apesar de muito desejadas pelos homens, são perfeitas. E isto torna o livro bastante real. 
Ao meu ver, apesar de ser um livro de auto-ajuda, não só em relação a esse, mas a todos, não é muito certo fazer cegamente o que o livro nos diz. Nem sempre ele dirá coisas boas, até porque, ás vezes, o que seria bom para mim não seria pra você. Por isso seria sábio ler qualquer manual assim com a mente ligada, prestando atenção, e de preferência aderir dele apenas o que na nossa opinião, minha, sua, aquilo que nos parece bom.




Título: Como Ser Uma Parisiense Em Qualquer Lugar Do Mundo
Autor(a): Sophie Mas, Audrey Diwan, Caroline de Maigret e Anne Berest
Editora: Fontanar
Quantidade de páginas: +/- 249
Gênero: Moda
Preço que paguei: Por enquanto nada, mas devo pagar 32,20 
Onde comprei: Possivelmente irei comprá-lo na loja online da Saraiva, mas pode ser encontrado na Leitura um pouco mais caro ou nas Lojas Americanas
Nota: 10/10






Trecho 1:

    Em geral, as histórias de amor acabam mal.

Você ouviu isso mil vezes quando era nova, e tem mais: disseram-lhe exaustivamente que teria vários amores. Então, como o primeiro poderia ser o homem da sua vida? Você ouviu mais de uma vez que teria todos os tipos de tentação ao longo do caminho. Sem contar que ele também tem, naturalmente, vontade própria.

Tudo isso é verdade, de fato. Estatisticamente você tem (muito) mais chance de terminar com ele do que amá-lo para sempre. E se ele não ligar de volta, é porque não era para ser. Ele vai encontrar alguém que combine mais com ele. Melhor assim, para os dois.

Mas para toda regra há uma exceção. Não é mesmo? Você não pode cercar-se de certezas ( não só sobre o amor, mas também sobre tudo na vida), e o homem ideal não existe. É bom que sejam todos inadequados, para que você reconheça o certo quando ele aparecer. Último lócus da improvisação, o amor é a única esfera na qual não temos escolha. Eis sua mágica, o que o faz maravilhoso, atemporal.

A boa notícia é que, graças a todos esses relacionamentos - contando, claro, todos os seus momentos menos gloriosos-, você aprendeu a se conhecer, a ser mais forte e independente. Aprendeu a se virar sozinha. E, portanto, não precisa de ninguém para ser feliz. Mas verdade seja dita: com ele, é melhor.

Tanto em paris quanto em qualquer outro lugar é bom saber desconstruir suas certezas para conseguir apaixonar-se. 

Trecho 2:

Milton Erickson, [...] quando criança, presenciou uma cena que o marcou para sempre: alguns fazendeiros tentavam tirar um bezerro de dentro de uma cocheira. E o bezerro, por sua vez, não queria sair. Os fazendeiros o puxavam pelo rabo, inutilmente. O bezerro fazia força para o outro lado e não se mexia. 

Até que os fazendeiros tiveram uma ideia.

Batava que puxassem o rabo do bezerro no sentido contrário. O bicho mudou o plano imediatamente e correu pra fora. Ele saiu da cocheira, sozinho.

Milton Erickson tirou uma verdadeira lição sobre a psicologia humana dessa experiência. A gente erra muitas vezes, insiste no erro, quando bastaria fazer exatamente o oposto para obter o resultado desejado.

Trecho 3: ( É a partir deste trecho que a resenha do livro passa a ser tornar um desabafo, tanto da parte das autoras quanto da minha parte!!!)

As verdadeiras armas das parisienses em caso de conflitos amorosos:

As lágrimas

Algumas mulheres pensam que os homens se emocionam com as suas lágrimas. Talvez elas ainda cultivem a ilusão de que isso tenha algum efeito, uma vez que funcionava quando eram crianças.

[...]

O ciúme 

O ciúme é um estorvo para todos os envolvidos: para quem sente e quem é objeto dele. Nesse jogo não há vencedores.

[...]

A difamação

Colocar o outro para baixo para deixá-lo a sua mercê: uma bela idiotice. [...]  As palavras cortantes, desagradáveis, não farão com que ele mude. Farão com que fuja. [...]

Acusar a família dele

[...]

Cara feia

[...]

O problema é que ficar emburrada é uma punição acima de tudo para você mesma. [...] em vez de fazer bico, pousar de mulher perfeita é uma arma de desestabilização muito mais eficiente. Fique alegre, sensual, brincalhona... Faça qualquer coisa menos ficar emburrada. Ao se deparar com o que ele pode vir a perder, o pedido de desculpas vai surgir antes do esperado.

A troca de carícias ( e não a troca de insultos) é o que ajuda um a entender as dores do outro.

Chantagem ou suicídio

[...]


 

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Livro do mês: O despertar do prícipe

   Olá, boa noite. Chegamos a mais um fim de mês, uma linda sexta-feira e, portanto, é dia de postar um resumo/resenha de algum livro. O livro para este mês foi "O Despertar do Príncipe" da Colleen Houck. Serei bem sincera a respeito da minha situação com este livro, ok?

   Primeiramente, fora temer. ( Eu juro que não ia escrever isso, mas é como um vírus. Todas vez que falo primeiramente, lembro dessa frase) Em fim, -Primeiramente-, eu gostaria de ressaltar o seguinte. A tradução deste livro foi lançada no Brasil na bienal do RJ que aconteceu ano passado, da qual, infelizmente. não tive a chance de participar por conta das obras que estavam ocorrendo próximo ao local da bienal. A Colleen Houck, inclusive, esteve lá distribuindo autógrafos durante um debate sobre o livro. Tanto esse quanto a coleção lançada antes, "A maldição do tigre", que falarei por aqui em breve. 
   Indo direto ao ponto, depois de ter lido "A maldição do tigre", a única coisa que senti ao ler "O despertar do príncipe" foi decepção. Eu esperava mais, na verdade, bem mais da Colleen Houck. Na minha opinião, esse último lançamento da autora foi monótono. Tanto é que comprei o livro no ano passado e só vim a ler por agora, final deste ano. Eu, em quase momento algum, senti excitação ou vontade de continuar lendo o livro. De verdade, não é uma estória que te instiga a ler página após página, é simplesmente monótono. Sem sal. Não tem como descrever o enredo de outra forma.
    Se precisas de uma prova do quanto achei tedioso: O normal é eu ler um livro grosso, exemplo "Filha da floresta" (607 páginas) em, no máximo, duas semanas. E "O despertar do príncipe", tecnicamente, levei um ano. E então, o que acha? Mas, é claro, isso não impede que tu aches bom, o livo. Então, não use da minha opinião para formar a tua.
    Ainda não terminei de ler "O despertar do príncipe", então contarei apenas o que sei, logo após os dados do livro.

Dados do livro:

Título: O Despertar do Príncipe
Autora: Colleen Houck
Editora: Arqueiro
Quantidade de páginas: 377
Gênero: Romance , Aventura, Fantasia
Preço que paguei: R$ 0,00
Onde comprei: Ganhei de presente, mas vocês podem achar em sites, ou em lojas físicas mesmo entre 20 e 40 reais.
Nota: 5/10
Por quê? Bom, apesar da estória não ser excitante, devo levar em consideração que há cultura egípcia no livro que acabamos aprendendo. Além disso, a combinação entre a capa e o tema, é algo que realmente há um capricho. Detalhes que pessoas nem percebem, como a representação do olho de Hórus na capa, que faz referência ao fato de Hórus participar da trama descrita. E também, não posso deixar de lado que teve momentos que eu ri com a estória.


                                                                                                                        


Não colocarei aviso aqui já que não direi nada sobre o fim deste. Bom, a trama se dá em torno do Deus Sol, Amon (pronuncia-se Amun), que, por causa de um passado acaba retornando a vida a cada 1000 anos para salvar o mundo do Deus Seth e Liliana Young, que é uma patricinha de 17 anos que passou a vida como a própria Rapunzel, mas ao invés de refém de uma torre, era refém da vontade de seus pais. Amon, ao ver a Liliana pela primeira vez, realizou um encanto do qual fez da Lilly seu "potinho" de energia. Sempre que precisasse, Amon recorria a sugar a energia da Lilly. Entretanto uma das únicas coisas que não poderia acontecer, aconteceu. Liliana se apaixonou pelo faraó Amon. E, provavelmente, a estória se desenrolará em meio disso. Enfim, se tu achastes essa "sipnose" atraente, leia o livro. Colocarei alguns trechos abaixo que achei interessante.


Tuberculose. Supostamente era disso que a mulher na foto estava morrendo. Eu achava adequado. Morrer de um coração partido devia ser como uma espécie de tuberculose. Eu imaginava que fosse uma dor sufocante, que envolvia a pessoa como uma sucuri e ia apertando, apertando, esmagando o corpo até não restar nada além de uma casca seca.

 Assim que embarcamos, as comissárias de bordo começaram a nos dispensar uma atenção um tanto excessiva. Amon se deleitou com isso. Depois da primeira hora, as comissárias já tinham se tornado um incômodo constante. Quando a quarta delas apareceu só para ver, pela segunda vez, se Amon estava precisando de alguma coisa, eu me enchi e a interrompi antes que ela dissesse qualquer coisa: - Estamos bem, obrigada. - Então sibilei para Amon: - Eu gostava mais de você careca. Amon achou minha reação hilária. Minha resposta foi arrancar o travesseiro do braço de sua poltrona, enfiá-lo atrás da cabeça, cruzar os braços na frente do peito e fechar os olhos, para não ter que assistir ao interminável desfile de suas adoradoras. Ainda rindo, ele pegou o cobertor que uma das comissárias tinha lhe dado - cujo perfume, segundo ele, era digno de uma rainha do Egito -, ajeitou-o à minha volta e se inclinou para sussurrar: - Um lírio do deserto não olha com ciúme para uma reles violeta.

Bonito né? Sinceramente, acho que vale a pena ler a estória, entretanto como o que eu procuro é mais a distração por meio da trama, não me interessou muito. Então foi isso, beijos ~~Pikachu