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domingo, 19 de março de 2017

BOOK DAY : A garota no Trem

OPA! Olha só quem resolveu dar o ar da graça? Isso mesmo, a Hobbit. EU TO VIVA!
Bom, eu vim hoje para falar sobre livro, ( sim galera, sem kpop porque estou de luto, BTS TA NO BRASIL) enfim, isso já vai ser para outro post futuro que estou planejando.


Enfim, não sei se já comentei, mas eu amo  ler, e se o livro me interessa, meu amigo, termino em 2 dias, que foi o caso do livro "A garota no trem".

Vou dar as informações básicas sobre o livro e já engato depois dizendo um pouco sobre ele.


                                                                     


Nome: A garota no trem
Autora: Paula Hawkins
Editora: Record
Gênero: Thriller
Sinopse: Todas as manhãs Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas d’água, pontes e aconchegantes casas. Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes – a quem chama de Jess e Jason –, Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. 




Bom, antes de tudo, aqui irei falar sobre o LIVRO, sei que lançaram o filme recentemente, era de se esperar já que vendeu mais de 10 milhões de exemplares, mas aqui não irei comparar com o filme, até porque ainda não o assisti e futuramente posso pensar em fazer essa comparação. Eu não gosto de me adentrar muito nesse assunto de filme e livro, muitos tem opiniões diferentes. Mas enfim, caso eu me anime, eu falo sobre o filme depois.


A história começa com Rachel, divorciada, sem emprego e que possui problemas alcoolicos que a levou a todos os problemas pela qual passa. Toda manhã ela pega o trem no mesmo horário e volta no mesmo horário, criando uma imagem de que ela foi trabalhar. Ela passa pelo mesmo trajeto todos os dias observando cada ponto, cada detalhe, até que um dia tudo muda bruscamente e ela pode conter informações essenciais para uma investigação. O pior é que por conta de ser alcoolotra, muitas vezes ela chega a não se lembrar o que fez no dia anterior.
Ela sofre com amnésias, ressacas e tudo isso a causa desprezo por si mesma. Isso que me deixa meio conflituosa em relação a ela,da pra perceber que ela quer mudar o jeito da sua vida, mas por conta de se menosprezar demais, ela continua nesse ciclo vicioso, sair de trem, beber, ressaca,viagem de trem beber de novo. Eu sei que alcoolismo é um assunto bem sério, e que os motivos que levaram Rachel a chegar esse ponto são plausíveis, mas no meu ponto de vista, a autora poderia se adentrar melhor no assunto alcoolismo ao invés se focar demais no puro menosprezo de Rachel, mas isso não torna o livro péssimo. 
Rachel é a narradora principal, mas o livro se divide no ponto de vista de mais 2 mulheres.Uma delas é causa  do divórcio de Rachel com seu marido Tom.A outra se trata de Jess, que não é bem o nome dela,(vocês irão saber quem é durante a leitura) há muitas coisas que fazem você se questionar nesse livro. Eu peço que se se atentem em questão de datas e os períodos (manhã,tarde e noite), já que caso não se atentarem podem até ficar perdido na leitura, foi uma técnica bem diferente da autora mas que funcionou bem e fluiu.
É um thriller psicólogico, ao decorrer da hisória vocês irão deduzir certas coisas, os fatos são como quebra-cabeça, você vai juntando as peças até realmente chegar no ponto crucial!O final deixa um pouco a desejar, pensei que se finalizaria melhor, mas até o final meu amigo, você ja esta meio desconcertada. Tem investigação policial no meio, mas não chegar ser algo bem presente, eu senti falta disso, você vai descobrindo as coisas atraves do ponto de vista das 3 personagens. Não é algo horrível, mas uma pitada maior de investigação policial seria muito mais eletrizante.
Enfim, isso é um pouco do que eu posso dizer sem entregar o livro, eu gosto de dizer superficialmente pra não soltar spoiler e vocês teram uma surpresa maior na leitura, até porque seu final é uma reviravolta INCRÍVEL. Mas de fato, depois que li esse livro, pude perceber realmente que: As aparências enganam! 
Quando você conhece alguém, ninguém te garante que ali é a pessoa pelo qual ela se diz ser, realmente pude perceber que tem gente que vive sim de aparências. Como em alguns relacionamentos podem ocorrer comportamentos abusivos,o relacionamento conjugal é algo complicado, ainda mais em questão de confiança, que você está sendo observado a todo momento por alguém ( nossa Hobbit que loucura é essa?) amigo, eu até diria que pode ser loucura, mas ate hoje você não sabe o que se passa na cabeça do ser humano que se senta ao seu lado no ônibus por exemplo, como eu disse, a gente vive de aparências (não quero assustar ninguém, mas é isso que o livro nos leva a pensar). Além também do alcoolismo, é um tema que se deve levar a serio sim, quem sabe depois eu fale sobre ele? 

Enfim pessoinhas, eu gostei bastante desse livro, me da até uma certa lembrança com filme/livro "A garota exemplar", mas isso comento depois. Sei que falei tudo rapidamente, mas é que aqui é assim, correria total! 

Espero que tenham gostado, espero que leiam o livro e deixem sua opinião. Sobre o filme, assistirei e depois retomo sobre esse assunto. 

Comentem, critiquem, apareçam sendo mais específica kkk 
Um abraço e bye bye

Fighting~~
A Hobbit


                                                                               

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Livro do mês: O despertar do prícipe

   Olá, boa noite. Chegamos a mais um fim de mês, uma linda sexta-feira e, portanto, é dia de postar um resumo/resenha de algum livro. O livro para este mês foi "O Despertar do Príncipe" da Colleen Houck. Serei bem sincera a respeito da minha situação com este livro, ok?

   Primeiramente, fora temer. ( Eu juro que não ia escrever isso, mas é como um vírus. Todas vez que falo primeiramente, lembro dessa frase) Em fim, -Primeiramente-, eu gostaria de ressaltar o seguinte. A tradução deste livro foi lançada no Brasil na bienal do RJ que aconteceu ano passado, da qual, infelizmente. não tive a chance de participar por conta das obras que estavam ocorrendo próximo ao local da bienal. A Colleen Houck, inclusive, esteve lá distribuindo autógrafos durante um debate sobre o livro. Tanto esse quanto a coleção lançada antes, "A maldição do tigre", que falarei por aqui em breve. 
   Indo direto ao ponto, depois de ter lido "A maldição do tigre", a única coisa que senti ao ler "O despertar do príncipe" foi decepção. Eu esperava mais, na verdade, bem mais da Colleen Houck. Na minha opinião, esse último lançamento da autora foi monótono. Tanto é que comprei o livro no ano passado e só vim a ler por agora, final deste ano. Eu, em quase momento algum, senti excitação ou vontade de continuar lendo o livro. De verdade, não é uma estória que te instiga a ler página após página, é simplesmente monótono. Sem sal. Não tem como descrever o enredo de outra forma.
    Se precisas de uma prova do quanto achei tedioso: O normal é eu ler um livro grosso, exemplo "Filha da floresta" (607 páginas) em, no máximo, duas semanas. E "O despertar do príncipe", tecnicamente, levei um ano. E então, o que acha? Mas, é claro, isso não impede que tu aches bom, o livo. Então, não use da minha opinião para formar a tua.
    Ainda não terminei de ler "O despertar do príncipe", então contarei apenas o que sei, logo após os dados do livro.

Dados do livro:

Título: O Despertar do Príncipe
Autora: Colleen Houck
Editora: Arqueiro
Quantidade de páginas: 377
Gênero: Romance , Aventura, Fantasia
Preço que paguei: R$ 0,00
Onde comprei: Ganhei de presente, mas vocês podem achar em sites, ou em lojas físicas mesmo entre 20 e 40 reais.
Nota: 5/10
Por quê? Bom, apesar da estória não ser excitante, devo levar em consideração que há cultura egípcia no livro que acabamos aprendendo. Além disso, a combinação entre a capa e o tema, é algo que realmente há um capricho. Detalhes que pessoas nem percebem, como a representação do olho de Hórus na capa, que faz referência ao fato de Hórus participar da trama descrita. E também, não posso deixar de lado que teve momentos que eu ri com a estória.


                                                                                                                        


Não colocarei aviso aqui já que não direi nada sobre o fim deste. Bom, a trama se dá em torno do Deus Sol, Amon (pronuncia-se Amun), que, por causa de um passado acaba retornando a vida a cada 1000 anos para salvar o mundo do Deus Seth e Liliana Young, que é uma patricinha de 17 anos que passou a vida como a própria Rapunzel, mas ao invés de refém de uma torre, era refém da vontade de seus pais. Amon, ao ver a Liliana pela primeira vez, realizou um encanto do qual fez da Lilly seu "potinho" de energia. Sempre que precisasse, Amon recorria a sugar a energia da Lilly. Entretanto uma das únicas coisas que não poderia acontecer, aconteceu. Liliana se apaixonou pelo faraó Amon. E, provavelmente, a estória se desenrolará em meio disso. Enfim, se tu achastes essa "sipnose" atraente, leia o livro. Colocarei alguns trechos abaixo que achei interessante.


Tuberculose. Supostamente era disso que a mulher na foto estava morrendo. Eu achava adequado. Morrer de um coração partido devia ser como uma espécie de tuberculose. Eu imaginava que fosse uma dor sufocante, que envolvia a pessoa como uma sucuri e ia apertando, apertando, esmagando o corpo até não restar nada além de uma casca seca.

 Assim que embarcamos, as comissárias de bordo começaram a nos dispensar uma atenção um tanto excessiva. Amon se deleitou com isso. Depois da primeira hora, as comissárias já tinham se tornado um incômodo constante. Quando a quarta delas apareceu só para ver, pela segunda vez, se Amon estava precisando de alguma coisa, eu me enchi e a interrompi antes que ela dissesse qualquer coisa: - Estamos bem, obrigada. - Então sibilei para Amon: - Eu gostava mais de você careca. Amon achou minha reação hilária. Minha resposta foi arrancar o travesseiro do braço de sua poltrona, enfiá-lo atrás da cabeça, cruzar os braços na frente do peito e fechar os olhos, para não ter que assistir ao interminável desfile de suas adoradoras. Ainda rindo, ele pegou o cobertor que uma das comissárias tinha lhe dado - cujo perfume, segundo ele, era digno de uma rainha do Egito -, ajeitou-o à minha volta e se inclinou para sussurrar: - Um lírio do deserto não olha com ciúme para uma reles violeta.

Bonito né? Sinceramente, acho que vale a pena ler a estória, entretanto como o que eu procuro é mais a distração por meio da trama, não me interessou muito. Então foi isso, beijos ~~Pikachu

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Livro do mês: Helena

O livro de hoje, vou te contar, foi uma das melhores leituras que eu fiz. Bom, na verdade depende bastante do seu gosto por leitura, já que este é algo bem realístico que é mais do que possível já ter acontecido.

Apesar, quero deixar uma ressalva aqui sobre a obra Machadiana. Sempre que eu estudei Sobre Machado de Assis, os professores diziam o seguinte sobre as tais : Ninguém presta. Não sei se o que dizem está 100% certo, já que nesta obra eu percebi certa benevolência em algumas personagens. Outra coisa: Os professores sempre disseram que eram textos difíceis de ler, pois as frases não estavam em ordem direta. Sinceramente, não concordo. Eu sempre temi, um pouco, ler qualquer livro de Assis por esses infortúnios comentários dos professores, entretanto quando li Helena, eu percebi que não era o monstro que se era retratado na escola. Na verdade, a leitura foi bem fluida. Sem contar que o tema da estória foi muito boa, e me prendeu até o final da obra.

Ah sim, acabei de me lembrar que em um outro post eu havia dito que contaria umas curiosidades sobre este livro, o meu em especial. Eu o encontrei no final do ano passado enquanto voltava da escola. Estava posto para ser jogado no lixo. Eu fiquei absorta com os vários livros que seriam jogados fora. Acabei pegando esse, pois reconheci o autor. As folhas amareladas, o cheiro maravilhoso de livro velho. Amo. Quando abri o livro, havia ali um bilhete de passagem rodoviária. Nem liguei muito até eu ver a data. 28 de fevereiro de 1992. Isso significa que o livro deve ter sido impresso no mínimo um ano antes. Ano passado eu ainda tinha 15 anos, e eu fiquei louca. Um livro com um bilhete que dizia que o livro era bem mais velho que eu. Fiquei pensando: "Nossa, que rústico. Que vintage. Que velho. É uma relíquia, certeza". Esse livro provavelmente entreteu alguém e agora ele viera para mim. Dei um trato nele, e agora dá-se para o ler.


Partindo logo ao livro e sua estória, a ficha técnica:

Título: Helena
Autor: Machado de Assis ( Com introdução e notas de M. Cavalcanti Proença)
~Clássicos Brasileiros
~Edições de ouro_ selo 5412

                                                                                                                       
Alerta spoiler

Se você pretende comprar o livro e não gostaria de saber o que ocorre no livro não leia este trecho até o final!

A estória começa com a morte do Conselheiro. Um homem importante que possuía uma filha fora do casamento. A surpresa vem junto com o testamento daquele, pois pede nele que reconheçam sua filha, Helena, como membro da família e que a tratem como tal: com amor. A princípio a Dona Úrsula renega a menina a todo custo. Entretanto, com o tempo e a doença que a acometeu, D. Úrsula percebeu que a menina era muito prendada. Cuidou das tarefas do lar e praticamente não saiu da beira de sua cama enquanto esta estava enferma.

-Logo na décima terceira página, ainda no início, já sou surpreendida por uma reflexão que aderi a minha vida: "- Mas a tristeza é necessária à vida. acudiu D. Tomásia, que abrira os olhos logo à entrada do marido. As dores alheias fazem lembrar as próprias, e são um corretivo da alegria, cujo excesso pode engendrar o orgulho" (pág. 13). sinceramente acho justo. Qualquer coisa ou sentimento em falta ou excesso faz mal. E, sinceramente, para mim, o orgulho é gerador de muitas confusões simplesmente desnecessárias.-

Helena e seu irmão, Estácio, acabaram por pegar o costume de cavalgar a tarde até um local perto de um casebre. Em uma destas saídas, tiveram uma conversa interessante em que o fez reconhecê-la como capaz de "pensar como um homem". Sim, exatamente. Isto, hoje em dia é meio óbvio, mas foi incrível como isso foi retratado no livro. Como se, nós mulheres fôssemos inferiores. Ás vezes, inclusive, apesar dos contras, agradeço por ter nascido em 99.

"- Valem muito os bens da fortuna, dizia Estácio; eles dão a maior felicidade da terra, que é a independência absoluta. Nunca experimentei a necessidade; mas imagino que o pior que há nela não é a privação de  alguns apetites ou desejos, de sua natureza transitórios, mas sim essa escravidão moral que submete o homem aos outros homens. A riqueza compra até o tempo, que é o mais precioso e fugitivo bem que nos coube. Vê aquele preto que ali está? Para fazer o mesmo trajeto que nós, terá de gastar, a pé, mais uma hora ou quase.
[...]
-Tem razão, disse Helena: aquele homem gastará muito mais tempo do que nós em caminhar. Mas não é isto uma simples questão de ponto de vista? A rigor, o tempo corre de mesmo modo, quer o esperdicemos, quer o economizemos. O essencial não é fazer muita coisa no melhor prazo; é fazer muita coisa aprazível ou útil. Para aquele preto o mais aprazível é, talvez, esse mesmo caminhar a pé que lhe alongará a jornada, e lhe fará esquecer o cativeiro, se é cativo. É uma hora de pura liberdade.
Estácio soltou uma risada.
-Você devia ter nascido...
-Homem?
-Homem e advogado. [...]" (pág. 44,45)

Certo dia, Helena recebeu ma carta e Estácio ficou, particularmente, encrespado com a carta. Neste momento eu comecei a suspeitar que estaria rolando um incesto na parada. Principalmente quando juntei isso ao fato de ele estar noivo, mas ao mesmo tempo estar adiando sempre o ato de pedir a mão ao pai da da sua namorada. Sério mesmo, eu fiquei louca. Não é possível, será? Foi aí que comecei a ler o livro que nem uma viciada. Em todos o lugares, a toda hora. Fui até acabar o livro. Porque, até antes dessa minha suspeita, eu estava achando o livro meio monótono. E calma, que ainda falta muita coisa nessa estória, apesar de o livro ser pequeno e ter menos de 200 páginas!!!

Helena também sentia algo por ele. Isso ficou muito claro quando ele a perguntou se estava amando alguém e ela respondeu que amava muito. A partir daí, Helena começou a forçar mais ainda o Estácio a pedir Eugênia em casamento. Dentre essas várias conversas:

"- Pode ser; mas ao marido cabe a tarefa de fixar essa impressão passageira... O casamento não é uma solução, penso eu; é um ponto de partida. O marido fará a mulher. Convenho que Eugênia não tem todas as qualidades que você desejaria; mas, não se pode exigir tudo: alguma coisa é preciso sacrificar, e do sacrifício recíproco é que nasce a felicidade doméstica.
[...]
-É tão bom ver chover quando estamos abrigados! exclamou ele. Tenho lá na estante um poeta latino que diz alguma coisa nesse sentido... Que tem você?
- Estou pensando nos que não têm abrigo ou o têm mau; nos que não têm, neste momento, nem tetos sólidos nem corações amigos ao pé é si." (pág. 61,62)

Nesse momento eu pari tudo. Fechei o livro e os olhos, e pensei. Jota Cristo, ela ama o preto que estava descascando laranja! Voltei a ler porque eu precisava descobrir logo!

Em uma discussão que tomou como foco a Eugênia, Estácio soltou:
" A beleza é como a bravura; vale mais se não a metem à cara dos outros." (pág. 65) Helena ficou doida nessa hora.

Um amigo de infância do Estácio apareceu: Mendonça. Estácio tomou coragem  pediu a mão de Eugênia. Se não me engano, era a tia. A tia de Eugênia ficou doente e Estácio foi com ela vê-la. Nesse tempo em que Estácio esteve fora, adivinha quem começou a se interessar em Helena? Exatamente. Mendonça. Entretanto, isso surpreendeu bastante, já que Mendonça já chegara falando mal da menina. E, ainda, era o considerado "aventureiro" e "desprendido", de acordo com ele mesmo, ele não nascera para casar. Era certo, entretanto, que Helena amava outro. Porém, com a ajuda do Padre, Helena convenceu-se de que Mendonça seria um bom marido e o aceitou de bom grado. 

"-Oh! nesse ponto a minha ignorância sabe mais do que a sua teologia. Que são minutos e que são meses? Paixões de largos anos, chegando ao casamento, acabam muitas vezes pela separação ou pelo ódio, quando menos pela indiferença. O amor não é mais que um instrumento de escolha; amar é eleger uma criatura que há de ser companheira na vida, não é afiançar a perpétua felicidade de duas pessoas, porque essa pode esvaziar-se ou corromper-se. Que resta à maior parte dos casamentos, logo após os anos da paixão? Uma afeição pacífica, a estima, a intimidade." (pág. 107,108)

Helena, ao responder a carta que Estácio havia mandando -observação para o fato de Estácio não ter mencionado em sua carta, vez sequer, Eugênia- comentou sobre seu casamento com seu amigo. Estácio simplesmente largou tudo e foi correndo até sua irmã. Conversou com o padre e seu amigo e negou seu consentimento sobre o casamento. Helena muito discutiu a respeito com Estácio. além disso, o próprio padre disse a Estácio a verdade de que ele estava amando sua irmã! A partir deste e discussões com Helena e Mendonça, ele passou a consentir o casamento.

Porém, o inesperado e inexplicável ocorreu!!! Estácio viu Helena saindo do casebre que eles sempre viam em seu passeios a cavalo. Ele ficou transtornado, eu achei que fosse bater em Helena. Ele fez de tudo para todos entenderem que ela era impura, que não era mais virgem. Chamou o padre e D. Úrsula. Helena ficou tão abatida que não conseguia nem mais olhar no rosto deles. Mas a explicação e a verdade veio a tona. aquele homem que morava no casebre era, na verdade, o pai de Helena. Não, não o Conselheiro ele realente morreu. Mas o verdadeiro pai de Helena.  TCHAAAAN SURPRISE MOTHERFUCKER!!! Não sei se você pensei na mesma coisa que eu, mas a primeira coisa que pensei foi "Oh Meu Deus, Helena e Estácio não são irmãos! Eles podem se casar e ser felizes para sempre! Não, na verdade não foi bem isso...

Se você já estava ficando feliz então pode ir parando para o seu próprio bem. Helena afirma querer sair da família e perder o direito à herança, mas os familiares não permitem. Muito fofo da parte deles, claro. Mas como a vida não é perfeita, Helena fica doente e morre. Ponto. Acabou. Choquei! Eu fiquei sem creditar. Cadê o final feliz? Cadê as caruagens? Nada disso... foi isso e ponto. Acho que era nessa parte que os professores falavam tanto na tal da "realidade". Sinceramente ? Eu ainda quero meu príncipe super educado e inteligente que ria das minhas idiotices comigo. 

Assim, eu encerro a resenha deste mês. Aconselho muitíssimo que leiam Helena, pois é exatamente o tipo de trama que eu gosto. Passo a estória inteira pensando em uma coisa, mas no final é algo diferente. Minha nota? 10/10

beijos ~~ Pikachu <3



quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Book List: É melhor não saber

Olá pessoinhas! Tudo bom? Espeero que sim , hoje vamos falar de kpo... mentira, trago um assunto diferente. LIVRO , sim sobre um livro, não gosto só de k-pop minha gente.Vamos ao que interessa.





Título: È melhor não saber
Título Original: Never Knowing
Editora: Arqueiro
Gênero: Policial
Autora: Chevy Stevens 

Sinopse:
Sara Gallagher nunca sentiu que pertencesse de verdade à sua família de criação. Embora sua mãe seja amorosa e gentil e ela se dê bem com sua irmã Lauren, a relação com o pai e a irmã caçula, Melanie, sempre foi complicada.


Bom, não coloquei a sinopse toda por acreditar que aborda demais o que contem na historia, então, se você tiver interesse de ler, não busque ler a sinopse toda, leia a história direto, você não vai se arrepender ( uma dica minha).
Enfim, a historia em si, é maravilhosa, te cativa a cada página, a autora conseguiu criar uma atmosfera que te prende do início ao fim, a cada capítulo você já quer ler ao próximo. O diferencial desse livro encontra-se na abordagem psicológica, uma outra forma de se chegar ao leitor , a cada capítulo as conversas com a psiquiatra é colocado, apresentando todos os sentimentos, preocupações da personagem Sara, a protagonista.
Sentimentos estes que são tão bem colocados, que o leitor a cada capítulo se sente sufocado com aquilo, você sente isso juntamente com a protagonista. Além de saber toda linha de sentimentos, a investigação policial também tem seus momentos e vai te surpreender na medida em que for lendo.  A narrativa ela se intercala entre as sessões da Sara com a psiquiatra e os acontecimentos ao decorrer da historia, em primeira pessoa. O tema é um tanto quanto delicado, despertou em mim alguns pensamentos profundos, pois sobre o mesmo gera um conflito entre pensamentos machistas e feministas, você tire sua própria conclusão ao decidir ler, não direi pois acho que acaba um pouco com a surpresa do livro, mas acho que já da pra ter uma noção.
Por isso, logo após que terminei de ler o livro, recomendo a  vocês a não lerem a sinopse, pois ai acaba com o impacto, com o prazer da surpresa ao ler. Pois a autora criou uma atmosfera totalmente misteriosa, que te faz querer ler cada vez mais, ela não entrega os fatos assim facilmente.
Na minha humilde opinião, eu amei o livro, foi uns  dos primeiros livro de gênero policial pelo qual eu li, então me surpreendi bastante. Não contem uma linguagem complicada (tipo Machado de Assis kk) e o enredo em si, me surpreendeu e teve um bom fechamento. Mas lembrando que, pra agradar 100%, não leia a sinopse, vai ser bem melhor.
Chevy Stevens tem uma ótima escrita e acho que deveria ter mais reconhecimento, é isso.


FINALMENTE, consegui terminar de falar sobre algum livro. Espero que tenham gostado, não sou muita boa com isso, mas vou me aperfeiçoar. Deixem seus comentários, crítica no que podemos estar melhorando ou adicionando por aqui.

Xoxo
~~Hobbit





segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Livro de moda ou autoajuda?

   Então... Estava eu andando com a família quando meu pai decide ir a uma loja fora do shopping. Obviamente, eu acabei ficando no shopping, numa livraria, claro. Peguei uns 5 livros. Um do Jorge Amado, que era Dona Flor e Seus Dois Maridos, e os outros quatro na seção de moda. Todos grossos, muito grossos, os da área de moda. Entretanto teve um que ressaltou mais aos meus olhos, a capa. Peguei o livro e sentei-me em um daqueles sofá pretos que quase somos engolidos de tanto que afundamos neles. comecei a ler, e não era nem um pouco parecido com o que eu imaginei.
   O livro é bem interessante. Ele meio que explica e não explica como ser uma parisiense. Escrito por quatro amigas, te faz refletir sobre o que é ser não só parisiense, mas de modo geral: Uma mulher poderosa. Aborda todos os temas envolvidos na vida da mulher. Desde como beijar e agir, até a forma de se vestir e encarar a vida.
O interessante é que o encontrei em uma área destinada aos livros de moda, entretanto está mais para algo como auto-ajuda ukkkk. Não tem muito o que eu dizer ou resumir sobre o livro. Então deixarei anotado aqui as partes mais interessantes, na minha opinião, do livro.
Em relação a algumas atitudes, achei as ideias válidas, como no caso que leva a nos valorizar, a nos respeitar, cuidar do nosso estilo, mente e corpo. Entretanto, houve momentos em que discordei para dar-se como dica para nós leitoras, como no caso de tratar do cigarro como algo muito normal e útil, do fato de nos incitar a ser esnobes e etc. Vendo pelo lado negativo da ideia em si. Porém o que torna este livro essencialmente legível até suas últimas paginas-mesmo havendo divergências de ideias- é o fato daqueles lados negativos serem também colocados na mesa. Assim, ficamos a par de todos os lados, equilibrando a balança da vida. Nem as francesas, apesar de muito desejadas pelos homens, são perfeitas. E isto torna o livro bastante real. 
Ao meu ver, apesar de ser um livro de auto-ajuda, não só em relação a esse, mas a todos, não é muito certo fazer cegamente o que o livro nos diz. Nem sempre ele dirá coisas boas, até porque, ás vezes, o que seria bom para mim não seria pra você. Por isso seria sábio ler qualquer manual assim com a mente ligada, prestando atenção, e de preferência aderir dele apenas o que na nossa opinião, minha, sua, aquilo que nos parece bom.




Título: Como Ser Uma Parisiense Em Qualquer Lugar Do Mundo
Autor(a): Sophie Mas, Audrey Diwan, Caroline de Maigret e Anne Berest
Editora: Fontanar
Quantidade de páginas: +/- 249
Gênero: Moda
Preço que paguei: Por enquanto nada, mas devo pagar 32,20 
Onde comprei: Possivelmente irei comprá-lo na loja online da Saraiva, mas pode ser encontrado na Leitura um pouco mais caro ou nas Lojas Americanas
Nota: 10/10






Trecho 1:

    Em geral, as histórias de amor acabam mal.

Você ouviu isso mil vezes quando era nova, e tem mais: disseram-lhe exaustivamente que teria vários amores. Então, como o primeiro poderia ser o homem da sua vida? Você ouviu mais de uma vez que teria todos os tipos de tentação ao longo do caminho. Sem contar que ele também tem, naturalmente, vontade própria.

Tudo isso é verdade, de fato. Estatisticamente você tem (muito) mais chance de terminar com ele do que amá-lo para sempre. E se ele não ligar de volta, é porque não era para ser. Ele vai encontrar alguém que combine mais com ele. Melhor assim, para os dois.

Mas para toda regra há uma exceção. Não é mesmo? Você não pode cercar-se de certezas ( não só sobre o amor, mas também sobre tudo na vida), e o homem ideal não existe. É bom que sejam todos inadequados, para que você reconheça o certo quando ele aparecer. Último lócus da improvisação, o amor é a única esfera na qual não temos escolha. Eis sua mágica, o que o faz maravilhoso, atemporal.

A boa notícia é que, graças a todos esses relacionamentos - contando, claro, todos os seus momentos menos gloriosos-, você aprendeu a se conhecer, a ser mais forte e independente. Aprendeu a se virar sozinha. E, portanto, não precisa de ninguém para ser feliz. Mas verdade seja dita: com ele, é melhor.

Tanto em paris quanto em qualquer outro lugar é bom saber desconstruir suas certezas para conseguir apaixonar-se. 

Trecho 2:

Milton Erickson, [...] quando criança, presenciou uma cena que o marcou para sempre: alguns fazendeiros tentavam tirar um bezerro de dentro de uma cocheira. E o bezerro, por sua vez, não queria sair. Os fazendeiros o puxavam pelo rabo, inutilmente. O bezerro fazia força para o outro lado e não se mexia. 

Até que os fazendeiros tiveram uma ideia.

Batava que puxassem o rabo do bezerro no sentido contrário. O bicho mudou o plano imediatamente e correu pra fora. Ele saiu da cocheira, sozinho.

Milton Erickson tirou uma verdadeira lição sobre a psicologia humana dessa experiência. A gente erra muitas vezes, insiste no erro, quando bastaria fazer exatamente o oposto para obter o resultado desejado.

Trecho 3: ( É a partir deste trecho que a resenha do livro passa a ser tornar um desabafo, tanto da parte das autoras quanto da minha parte!!!)

As verdadeiras armas das parisienses em caso de conflitos amorosos:

As lágrimas

Algumas mulheres pensam que os homens se emocionam com as suas lágrimas. Talvez elas ainda cultivem a ilusão de que isso tenha algum efeito, uma vez que funcionava quando eram crianças.

[...]

O ciúme 

O ciúme é um estorvo para todos os envolvidos: para quem sente e quem é objeto dele. Nesse jogo não há vencedores.

[...]

A difamação

Colocar o outro para baixo para deixá-lo a sua mercê: uma bela idiotice. [...]  As palavras cortantes, desagradáveis, não farão com que ele mude. Farão com que fuja. [...]

Acusar a família dele

[...]

Cara feia

[...]

O problema é que ficar emburrada é uma punição acima de tudo para você mesma. [...] em vez de fazer bico, pousar de mulher perfeita é uma arma de desestabilização muito mais eficiente. Fique alegre, sensual, brincalhona... Faça qualquer coisa menos ficar emburrada. Ao se deparar com o que ele pode vir a perder, o pedido de desculpas vai surgir antes do esperado.

A troca de carícias ( e não a troca de insultos) é o que ajuda um a entender as dores do outro.

Chantagem ou suicídio

[...]


 

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Livro: Eu, Christiane F...

Oioioi



Já cheguei com algo que é para chocar mesmo, porque aqui não tem isso. A gente fala de tudo. O livro de hoje, ele foi bem polêmico. Não pelo tema apenas, mas pela junção tema-espaço. Ele foi lançado em nada mais nada menos que 1979. Sim, exatamente. Imagina? Falar sobre drogas e prostituição em 1979? Tem gente que mesmo hoje trata do tema como Tabu. Pois é, ele fez muito escândalo mesmo. Calma, que ainda não terminou. A história se passa na Alemanha. Agora sim.

Quero deixar claro: não é um livro que te prende, mas que te instiga a pensar e a reavaliar conceitos. Principalmente quando tu notas que a menina, apesar de drogada e prostituída AOS 13 ANOS, ela tinha tudo para se tornar uma pessoa com uma vida promissora desde o início, porque ela tem ideias, mesmo sob efeito da droga, que demonstram certa inteligência e vontade de liberdade ponderada para a época. Gente, não basta simplesmente ler o livro. Uma história só se torna boa quanto o leitor se entrega e entra no contexto, e deve-se lembrar que o contexto é 1976. 

Dessa história também foi feito um filme. Ainda estou fazendo uma autorreflexão para descobrir se tenho estômago para assití-lo ou não. Pelo seguinte: existem cenas fortes. E eu tenho uma mania chata de me envolver com as personagens. Com livros, sou ainda menos sensível do que com o filme. E mesmo apenas com o livro teve uns momentos que eu joguei o livro no chão e falei "não quero mais ler esta merda". Aposto que terá gente que me odiará, mas direi mesmo assim: Eu bati nesse livro. eu joguei ele no chão e olhei para o lado. Voltei para ele e bati na cara da Chrisitiane F., simplesmente porque MEU DEUS eu não aguento. 

Por enquanto, acho que não tenho mais nada a dizer sobre o livro. Então vamos lá ao de sempre:

Título original: Wir Kinder vom Bahnhof Zoo
Autor (es): Kai Hermann; Horst Rieck
Editora: Abril Cultural
Tradução: Maria Celeste Marcondes
Páginas:254
Lugar e data da publicação: São Paulo, 1985.
Sinopse: A obra em questão originou-se do próprio interesse de Christiane F. em romper o silêncio e relatar sua história aos jornalistas Kai Hermann e Horst Rieck sobre a questão dos tóxicos entre os adolescentes. O livro tem início com o texto do processo (Berlim, 1978) em que Christiane colegial, menor de idade, é acusada de consumir, de maneira contínua, substâncias e misturas químicas proibidas por lei. Ela foi acusada também de ter-se entregado à prostituição, com o propósito de juntar dinheiro suficiente para comprar drogas.Após tudo isso, sua família se desestruturou: o pai ficou desempregado, a mãe pediu o divórcio, e o inferno instalou-se no seio da família. Christiane era surrada sempre e o lar, por ter-se transformado num ambiente hostil, fez com que ela procurasse as ruas.


Se você não quer saber so que o que ocorre no livro, é aqui que deve parar de ler. Não continue. 

                                                                                                               
                                                                                                              
                                                                                                               

Resumo da obra:

A história começa com a mudanças da família de Christiane (C.F.) saindo do interior e indo para a cidade. Berlim. Seus pais tinham a ideia de se tornarem casamenteiros por lá. Assim que chegou em Berlim, Christiane já percebera enormes contrastes culturais, por exemplo, o fato de as crianças terem uma espécie de "líder", que era o mais forte. Ela gostava disso, gostava da ideia de ter poder. Além disso, ela conta que apanhava muito do pai. Ele era muito agressivo e, até, tentou afogar sua esposa durante uma briga e, logo após o ocorrido, se divorciaram. Apesar do divórcio, ela não ficou muito tempo sozinha. Logo encontrou um parceiro: Klaus. Christiane começou a se sentir atraída pelo tipo de amizade que os "zé droguinhas" ofereciam, e começou a andar com eles. Sua irmã, que era inseparável dela, foi morar com o pai.

"O que eu mais ou menos aprendi é que no conjunto Groupius as únicas brincadeiras autorizadas eram aquelas previstas pelos adultos. Quer dizer, brincar na areia e escorregar no tobogã. Ter ideias próprias era perigoso." pág.24

Durante alguns momentos do livro, tem uns trechos que mostram uns pensamentos de alguns participantes da vida da Christiane, como sua mão,policiais, pastores, etc. Particularmente, não me senti interessadas nesses comentário, mas ainda li um ou outro. O primeiro foi se sua mãe. Mãe: Afirmou que já sabia, mas não queria acreditar. Ela tivera um pai severo e por isso não quis prender ou pressionar sua filha para que não acabasse como ela, que engravidou do primeiro homem que conheceu para poder sair de casa e ter um pouco mais de liberdade.

Christiane começou usando maconha, LSD, bebidas alcoólicas; mas com o tempo, nada disso fazia mais efeito. Não era o suficiente. Começaram a usar novas drogas: comprimidos que acalmavam o excitavam. As notas da escola começaram a cair.

Kessi, uma nova amiga de Christiane, foi pega no flagra e sua mãe a proibiu de sair de casa a noite e de andar com a C.F.. Foi Kessia que a apresentou o Sound - uma discoteca que a turma "zé-droguinha" costumava frequentar-, mas depois de sua proibição CF continuou indo ao local para ver as pessoas e tomar uns comprimidos. Em uma dessas idas ao Sound sozinha, esbarrou com o Atze. Ele e seus amigos tinham uma opinião formada e contra a heroína. Ela demonstrava com seus ideais e começaram a sair juntos. Ela se apaixonara por Atze e eles começam a namorar. Um sábado, Christiane chegou ao Sound e Uwe a disse que Atze tinha uma noiva. Detlef se mostra um bom amigo nessa situação toda e a ajuda. Ela decidiu não voltar ao Sound e parou de usar outras drogas além da maconha.

Ela voltou ao Sound. Se drogou, e acabou dormindo sentada, acordou com Detlef mexendo em seu cabelo. Depois de um tempo, se apaixonou por ele. Largou as drogas, mas começou a tomar mais tranquilizantes. As coisas em casa começaram a melhorar. Contou para sua mãe, inclusive, que passara noites no Sound ao invés de ir para a casa de suas amigas como contara antes para ela. - DETLEF SE PICOU- e ela fez um escândalo (bem mais do que este que eu acabei de fazer colocando a frase em caixa alta). Heroína era o pavor dela, nem queria mais sequer ver Detlef. Voltando para casa, passou mal na rua, tomara comprimidos demais. Foi meio que se arrastando até a casa e ficou de cama por mais de dois dias. Decidira não tomar mais comprimidos.

Nossa, eu fiquei tão feliz nesse momento. Muito feliz mesmo. Me enchi de esperança mesmo sabendo que ainda faltavam muitas páginas para ler, ou seja, muito problema para ler. 

David Bowie faria um show ali em Berlim. Ele era um ídolo dos "descolados", ela precisava ir.Nesse momento eu comecei a ficar preocupada. Sim, mesmo sabendo o que ia acontecer, já que o título do livro já dá uma ideia "drogada, prostituída...". Perto da hora do show, Frank teve uma crise de abstinência. C.F. ficou com pena e saiu junto com Bernd a procura de heroína para comprar. Entretanto ela começou a ter uns pesamentos esquisitos. Começou a pensar que ela estava triste (por conta da música que acabara de começar a tocar) e não queria que os dois - Frank e Bernd - se "mandassem na boa e ela ficasse na pior e, quis experimentar a H. Chamou para ir consigo o Frank, que por acaso se picava. Ela, neste momento, afirmou algo do tipo: A barreira entre mim e os toxicômanos fora destruída.

Ela disse sua vontade a Frank, mas ele lhe deu uma bronca, o que a incentivou mais ainda. ELA SE PICOU; engraçado ela não fazer um escândalo por ter se picado... Acordou se coçando e resolvida a não usar de novo. A vida estava tranquila de novo e suas notas subiram. Me enchi de esperanças mais uma vez, e o livo não estava nem na metade ainda...
Ela se picou novamente.

-QUE MERDA! SOLTEI O LIVRO E XINGUEI PORQUE EU NÃO ME AGUENTEI NESSE MOMENTO-

Christiane encontrou Detlef no Sound, que brigou com ela por ter usado heroína; mas também a pediu dinheiro para comprar heroína. Oh,meu Deus. Esses jovens... Eles foram pedir dinheiro. Ela inspirou o pó( por acaso ela havia prometido há poco tempo que não usaria H em menos de um mês c: ), ele se picou. Depois de uns fins de semana usando a droga, decidiu novamente que iria parar. As brigas recomeçaram.

Christiane começou a andar com umas meninas mais novas que ela, que a admiravam. No seu aniversário, ganhou 50 marcos. Gastou 40 com H e 6 com cigarros. Foi, também, visitar sua avó que morava no interior. Ficou por lá por 2 meses e meio sem sentir falta das drogas. Queria continuar lá, mas como não queria dizer o motivo - as drogas - voltou a Berlim. Quando voltou, tentou ao máximo evitar Detlef para não voltar àquela "vida", mas ela ficou doente e ele foi visitá-la.

GENTE, GENTEEEEEEE!!! Detlef começou a se prostituir. OI??? Sim, exatamente. Eu fiquei muito chocada mesmo quando li isso. Que loucura! Detlef foi morar com Axel, em um apartamento sujo, bagunçado e muito fedorento. A cama de C.F., entretanto, era sempre limpinhas com lençóis branquíssimos. O próprio Axel tratava de providenciar. Uma noite desses vários fins de semanas que eles dormiram lá, C.F. e Detlef fizeram amor e, por conta deste, começou a sentir nojo da prostituição.

"Detlef era o elemento mais forte do grupo, e eu a mais fraca. Eu me sentia inferior aos rapazes, física e moralmente. Principalmente porque era uma menina. Mas pela primeira vez gostava da minha fraqueza. Saboreava a proteção de Detlef. Achava uma delícia saber que Detlef,  Axel e Bernd estavam sempre presentes quando eu tinha necessidade de alguém." pág. 93

NOTÍCIA: Ela teve sua primeira crise de privação. Está vendo como este momento do livro está bem tenso, né? Relaxa que vai piorar. Ela saiu a procura de dinheiro junto com Detflef, mas ela estava com pressa, e atendeu o pedido de um cliente. Ela bateu uma punheta para ele e ganhou 120 marcos. Quando ela contou a Detlef ele ficou muito irritado. Muito mesmo. Depois que se acalmou decidiu comprar Valeron. Ele lera em algum lugar que diminuiria o efeito da crise de privação e decidiu que sairiam dessa situação juntos. Choraram.

"Era-me totalmente indiferente o que os outro pensavam de mim. Quando começavam aquelas terríveis coceiras, que afetam todas as partes do corpo e até mesmo sob a maquilagem, não me preocupava com quem quer que estivesse do meu lado. Simplesmente tirava as minhas botas, levantava a saia até o umbigo, e me coçava pra valer. Para mim somente importava a opinião que a turma tinha a meu respeito." pág. 119

Nem crie expectativas. Eles continuaram usando H. Detlet deu a ideia de se prostituírem juntos, assim ele poderia controlar o que ela faria. Christiane e Detlef começaram a brigar com maior frequência. A mãe de D.F. descobriu quase tudo (só não descobriu sobre a prostituição). Ela tomou iniciativa de ajudá-la junto com Detlef para que conseguissem se livrar desse vício. Nesse momento veio uma explicação sobre a crise de privação. Sinceramente, é justamente desta parte que tenho medo no filme; pois eu tenho horror a vômito, e teve cãibras, tosses contínuas que levavam ao vômito, suores, queda de pressão, etc. 

Depois de 7 dias presos dentro de casa decidiram fazer um passeio. Quando viram já estavam na cena com a desculpa de "cumprimentar Axel e Bernd". Sentiram vontade de se picar. AH, JURA? nÃO BRINCA? SERÁ QUE NÃO ERA ÓBVIO QUE SE ELES FOSSEM LÁ ISSO IA ACONTECER? MAS NÃAAAAAO... Eles se picaram. 😃 Klaus, o parceiro da mãe de C.F., expulsou Detlef de casa. E adivinha? Detlef voltou a se drogar e prostituir e Christiane voltou a usar Hcom ele. Nossa, por que será que eu não imaginei isso? 😠

Christiane foi pega pela polícia, que ligou para sua mãe. Assim que saiu da cadeia, foi direto para o aeroporto com sua mãe e Klaus. Foi mandada novamente para a casa de sua avó. Se desintoxicou em 4 dias. Voltou para Berlim e voltou a se picar. Só de recontar a história já estou ficando nervosa de novo com esse ser humano.

Detlef arranjou um novo cliente: Rolf. Entretanto, Rolf acabou se apaixonando por Detlef. Em 1977, Christiane fora presa pela terceira vez. Uma notícia para arrazar: Atze ( o primeiro namorado de C.F.) morreu. E chocar mais ainda: foi um suicídio. Ele usou heroína -dose mortal- , e escreveu uma carta entregando vários revendedores na esperança de que o que ele fizera outros jovens não entrassem no mundo da H.

Christiane foi pega no Sound bebendo refrigerante de graça, aravés de um problema na máquina. Os seguranças do lugar iam estuprá-la ou espancá-la. Ela sabia disso porque já havia ouvido outras histórias como essa. Conseguiu fugir, mas não encontrou mais Detlef essa noite.

Ela foi convocada a comparecer na brigada criminal. Antes de ir para o tribunal, ela misturou a H (imunda) com vinagre na intenção de limpá-la e se picou. Ficou "dura" e caiu no chão, ligou para sua mãe dizendo que iria morrer. Algum tempo depois, ela prestou depoimento sobre tudo o que sabia a respeito dos usuários, do Sound e dos revendedores. Ela decidiu parar DE VEZ e foi por livre vontade à NARCONON para se tratar. Sua mãe nem demonstrava mais ter esperanças de tantas vezes que ela havia abandonado os tratamentos, Depois de 15 dias ela fugiu e foi ao metrô procurar Detlef, mas não o encontrou. Fez um programa e comprou um cachorro.

Ela fugiu mais duas vezes da instituição e descobriu que ele havia ido com Bernd para Paris. Ela ficou furiosa. C.F. voltou para Narconon (sua mãe tinha passado lá e pegado suas coisas). Ela ficou lá mesmo sem nada, e fez tudo exatamente da forma que mandaram de forma obcecada. Tornou-se a aluna modelo. Até que seu pai apareceu por lá disposto a levá-la para casa, mas ela não queria de forma alguma. Estava disposta a acreditar que se saísse da Narconon, teria uma recaída e morreria.

Seu pai a levou e arranjou para ela muitas tarefas e uma dama de companhia para ajudar a vigiá-la. Achou que seria o suficiente para mantê-la ocupada, evitando assim que teria tempo para comprar e usar drogas mas mesmo assim ela conseguiu dar um jeito de se livrar de sua dama de companhia e arranjar tempo para usar drogas. Em pouco tempo voltara a se picar. [Detlef e Bernd foram presos]

Para arranjar mais tempo para suas tarefas, ela começou a se prostituir com um cliente fixo: O Heinz.
Ele sempre a pedia para dizer que o amava, e ele dizia também que a amava. Heiz descobriu que Babsi (uma das melhores amigas de C.F) estava internada no hospital. Christiane foi correndo procurá-la, mas não a encontrou. O jornal anunciara sua morte. Christiane pensou na mesma hora que foi porque venderam a ela uma heroína impura, e foi à polícia denunciar os revendedores desonestos, mas ela foi praticamente ignorada.

Disposta a morrer tentando, comprou drogas de vários revendedores para descobrir que vendera a droga à Babsi a fim de vingar sua morte. Entretanto, seu pai a encontrou no flagra com Heinz e seu pai voltou a trancá-la em casa. Descobrira também sobre a história de Stella e ele correu atrás dela para tirá-la da cadeia e adotá-la, queria ajudar as duas. As duas se prostituíram juntas.

"Nós sempre trabalhávamos pelo menos em dupla. Quando uma saía com um cliente, a outra anotava, ostensivamente, o número da placa. Isso desencorajava os caras que estivessem pensando em nos fazer uma sacanagem. Era igualmente uma proteção contra os proxenetas. Nós não tínhamos medo dos policiais. Alguns, quando passavam nos carros de patrulha, nos davam adeuzinhos. Até tinha um deles entre os meus habitués. Um cara muito divertido. Ele pedia, queria amor o tempo todo, era preciso explicar-lhe que a prostituição era um trabalho e não amor. Ele não era o único cliente a quem tinha que explicar isso. A grande maioria queria bater papo. Começavam sempre com 'Como uma menina tão bonita como você chegou a isso? Certamente há uma outra solução.', etc., etc. Era o tipo de conversa fiada que mais me exasperava. Alguns punham na cabeça que iriam me salvar. Recebia pedidos de casamento certinhos. Todos aqueles bons sentimentos não lhes impediam de explorar a desgraça dos viciados para sua satisfação pessoal, com conhecimento de causa. Esses caras mentem escandalosamente. Imaginam poder ajudar-nos enquanto estão atolados até o pescoço em seus problemas. A maior parte deles eram caras que não ousavam procurar profissionais. De maneira geral, tinham dificuldades com mulheres e por isso vinham procurar meninas que se viravam. Eles nos diziam que se sentiam completamente frustrados por causa de suas mulheres, de suas famílias, da vida que levavam, onde nada mudava. Às vezes, pareciam ter inveja de nós, pelo menos porque éramos jovens. Eles nos faziam perguntas sobre a juventude atual, seus gostos, suas músicas, sua linguagem, a moda, etc. Uma vez, um desses tipos, um cara de uns cinquenta anos, queria fumar maconha de qualquer maneira, pois ele achava que todos os jovens o faziam. Foi aí então que pedi mais dinheiro. E ei-nos em busca de um fornecedor. Percorremos metade de Berlim, e nada. Eu nunca tinha percebido que nesta cidade encontramos heroína em todos os cantos da rua e maconha não encontramos em parte alguma. Levamos quase três horas para encontrar um pouco. O tipo fumou sua maconha no carro. Ficou todo feliz de fazer tal coisa. Encontrávamos cada louco neste trabalho! Havia um cara que queria que a gente batesse o tempo todo sobre uma placa de aço que ele tinha no joelho, desde um acidente de moto. Um outro levava consigo um pedaço de papel com um carimbo que tinha o aspecto de documento oficial: era um documento de esterilidade, pois não queria usar preservativo. Um outro, o mais filho da puta de todos, me contou que trabalhava no cinema e que gostaria que eu fizesse um ensaio, depois tirou um revólver e me obrigou a fazer coisas com ele gratuitamente." pág. 207 e 208

Christiane começou a ter vários pensamentos ruins e suicidas, a odiar tudo e todos. Resolveu se internar na clínica psiquiáteica Bonnies Ranch, "o pesadelo dos viciados"/ "4 semanas no Bonnies Ranch é pior que 4 anos na cadeia". Na sua estadia lá, ficou doente. Aproveitou a oportunidade para fugir do hospital. Voltou a se picar e acabou pegando icterícia, sua mãe e ela procuraram por hospital, masquase não encontraram um que quisessem atendê-la por saberem que ela era drogada.

"Tudo o que me propuseram em matéria de terapia foi fazer tricô. Mas absolutamente não me interessava, e achava que aquilo não me ajudaria. Naturalmente havia grades nas janelas, mas como Bonnies Ranch não era uma prisão, eram volutas - mais decorativas. Virando a cabeça de certa forma, poderia enfiá-la entre duas curvas, e isso me permitia ver melhor lá fora. Passava horas assim com o pescoço enroscado naquela 'coleira de ferro'. Veio o outono e as folhas se tornaram avermelhadas e amareladas. Entre duas árvores o raio de sol que estava se pondo caía diretamente sobre a minha janela todos os dias, e isso durava uma hora. Às vezes amarrava minha caneca num pedaço de lã, fazia-a atravessar a janela e me divertia batendo-a contra o muro, ou então durante uma tarde inteira tentava, sem sucesso, pegar um ramo com um cordão, na esperança de colher a folha. Á noite pensava: se você não estava doida ao chegar, acabou ficando."
"Encontrei um velha bola de futebol num armário. Jogava-a infatigavelmente contra os painéis de vidro de uma porta enferrujada. Talvez eles acabassem se quebrando. Não demoraram muito a tirá-la de mim. Meti a cabeça no vidro. É claro que o vidro era resistente. Tive a impressão de ser um animal feroz em uma jaula, uma jaula minúscula. Andava ao longo das paredes horas e horas. Uma vez tive uma terrível necessidade de correr. Corria como uma louca, de ponta a ponta o corredor. Ida e volta, ida e volta, até que caí de cansaço."

Delef foi solto. Prometeram-se um ao outro que ficariam limpos. Não se se essa informação é importante, mas o nariz dela começou a sangrar com frequência. Eles já estavam há um tempo sem usar drogas, decidiram ir à estação zoo comprar um romance que ela estava lendo. Se encontrou com Stella e as duas Tinas. As Tinas estavam precisando de dinheiro, pois já estavam entrando em crise de privação, mas os estrangeiros não as queriam e sim a Christiane, por isso ela se juntou com Stella para apenas excitá-los para que eles pagassem a droga das Tinas. Adivinha? Ela se picou!

Ela também tentou tomar um HOT SHOT (dose mortal) usando meio grama, mas não deu certo; ela apenas desmaiou e teve paralisia. Ela foi encontrada por dois garotos que a levaram a um médico pederasta (= Homem adulto que sente atração por meninos adolescentes), que cuidou dela; mas ela acabou fugindo a procura de um grama.



Detlef tornou-se revendedor. KEEEEE??? Eles vendiam juntos, mas quase não sobrava dinheiro para eles. Uma vez, Detlef dormiu com a seringa no braço, ela achou que era uma overdose e ligou para a polícia. Durante a ligação, ele acordou e ela disse que era um "alerta falso" para a polícia. Entretanto a polícia foi ao apartamento e a levou presa. Sua mãe e Klaus foram buscá-la na delegacia, e foram para o aeroporto. De acordo com a Christiane, eles iriam para Hamburgo morar com seus parentes burgueses. Apenas ela se foi, para morar com sua avó. Iniciou uma vida normal, estava indo a escola como qualquer outra criança, mas quando seu histórico de Berlim chegou, o diretor a expulsou da escola.

Ela, então,foi para a turma dos complementares onde era muito julgada e acreditava mais em ter um futuro promissor. Entretanto, conheceu uma turma cool, com pensamentos parecidos com os "zés-droguinhas" de Berlim; mas o máximo que faziam era fumar maconha e beber.

e Fim.
Não está acreditando? Pois é, eu também não acreditei quando terminei o livro. Eu fiquei: "roubaro umas pagina não é possibru". Fiquei indignada. Realmente broxante.








sábado, 13 de agosto de 2016

Livro do mês: "Sherlock Holmes: Um estudo em vermelho"

Notas de leitora:
   Antes de começar, para quem pretende acompanhar, esse "R/R" quer dizer "Resenha e Resumo", apenas para ficar mais fácil de encontrar rsrs Boa leitura !
Ass ~~Pikachu
  A trama se dá em dois tempos cronológicos diferentes. Eu tentei, por preguiça mesmo, pular um desses tempos. Não façam isso! Qualquer trecho da estória é essencial para criar o contexto no total. O livro é escrito de forma madura e culta, e é extremamente instigante, quase deixo de estudar para as provas a fim de terminar de ler o mais rápido possível.
   ALERTA: CUIDADO COM OS LIVROS DE SHERLOCK HOLMES!!! Você pode perder amigos ao trocá-lo pelo enredo sensacional de suspense. Além, aderi para a minha vida uma frase dita pelo Sherlock durante uma conversa com o Watson, que, por acaso, virou status do meu whatsapp por, pelo menos, duas semanas já!
"Un sot trouve toujours un plus sot qui l'admire", traduzindo : Um idiota sempre encontrará outro mais idiota para admirá-lo!
Dados do Livro:




Título: Sherlock Holmes Um estudo em vermelho
Autor: Sir Arthur Conan Doyle
Editora: Melhoramentos Ltda.
Quantidade de páginas: 247
Gênero: Romance Policial, Suspense, Ficção científica
Preço que paguei: R$ 2,00
Onde comprei: Uma das lojinhas do projeto MaisLeitura (Ler é o melhor barato) oferecido pela prefeitura do RJ
Nota: 9/10
Por quê? A capa é mole e por isso o livro é delicado demais, além de sua organização em relação a parágrafos, títulos x textos ser meio precária. Apesar do todo, a leitura é muito agradável e excitante.

OBSERVAÇÃO: Se você pretende comprar o livro e não quer ler o resumo da obra, não desça mais!


                                                                                                                                                                 

Resumo:

   O Livro começa contando a história de como Holmes conheceu o Watson. O primeiro, por conta das despesas, decide dividir o apartamento com outra pessoas que ajudasse com as despesas. Entretanto, por ser um homem muito reservado, exótico e, consequentemente, incompreendido era complicado para ele achar esse alguém. Isso porque ninguém sabia o seu trabalho e tinha hábitos estranhos como passar dias inteiros dentro de um laboratório de medicina, ou espancando um cadáver apenas para descobrir quanto tempo depois de morta, a pessoa, poderia continuar produzindo hematomas.
   O sr.Watson, que ficou incapacitado durante o trabalho no Afeganistão, foi receitado ficar em casa. Porém sua remuneração era pouca, optou pela opção de dividir o apartamento com o detetive. Não muito tempo depois ocorre um assassinato, no qual Sherlock é solicitado a contribuir com o caso. Não obstante, de início ele não queria desvendar coisa alguma, já que era óbvio que não receberia mérito nenhum, mesmo que o fizesse tudo sozinho.
   O cadáver é encontrado em uma casa no Brixton e, três detetives estão dentro do caso Todos os três tiveram sua chance de avaliar a cena do crime, entretanto apenas Holmes afirmou ter resolvido o caso, afirmou só para Watson obviamente.Durante toda a aventura para conseguir provas concretas, os dois companheiros foram ganhando intimidade, fazendo com que Sherlock se abra cada vez mais com seu novo colega. Durante uma dessas conversas, um dos detetives entra no apartamento do Sherlock afirmando já ter encontrado e prendido o assassino, o que deixou Holmes curioso visto que ele estava seguindo pistas erradas se tornando a descoberta impossível.
   Essa impossibilidade foi confirmada quando o terceiro detetive entra sem mais nem menos no apartamento de Sherlock dizendo que havia encontrado o amigo da vítima morto no quarto do hotel onde estaria hospedado. Foi então que O nosso amado detetive entrou em ação e levou os dois detetives junto com sr. Watson até o assassino, prendendo-o. O assassino, que não fez questão nenhuma de não ser preso, pediu que o levasse rapidamente para fazer o depoimento explicando o porquê dos assassinato.

  • A história do réu
   Há alguns anos atrás, um conjunto de mórmons que rumavam para a terra escolhida encontraram, em meio ao deserto, um senhor e uma garotinha à beira da morte. Estes foram salvos com a condição de que, os dois, fossem verdadeiramente crentes e seguissem todas as regras da comunidade.Passado um tempo após terem ganho um lote junto aos mórmons enriqueceram, trataram a saúde e prosperaram.
   Porém, a garotinha, que acabou se tornando a filha adotiva daquele senhor, se apaixonou por aquele que era chamado como "gentio", o que seria um pecado mortal. Como consequência, o senhor foi ameaçado de morte caso não casasse a garota com um dos escolhidos pelo superior. O velho, entretanto, preferia vê-la morta a vê-la casada com um daqueles dois. Faltando, então, um dia para o prazo final da reposta do casamento seu amante finalmente apareceu disposto a largar tudo e arriscar a própria vida pela felicidade da senhorita.
   Alguns uns dias de fuga, ao voltar após passar 5 horas caçando algo para comer, o jovem chega ao lugar onde havia deixado o senhor e a jovem, mas encontra um tumulo onde jazia velho senhor e sua amante teria sido levada, aparentemente pelas pegadas. Nesse dia, então, ele jurou vingança. VINGANÇA. Era a única coisa que era capaz de pensar. Chagado à cidade de onde haviam fugido, sua amada já estava casada com outro homem, mas acabou morrendo pouco depois de desgosto e coração partido. O jovem, pegou a aliança e jurou vingança, sumindo logo depois como um fantasma. Com a aliança em mãos, andou por toda a Europa por vários anos apenas à espreita esperando o momento certo para cumprir seu juramento.
   Em um de seus empregos, aprendeu como fazer veneno e separou dois potinhos, Cada potinho continha duas cápsulas: uma envenenada e a outra não. "Sempre quis dar a ele a chance de fugir.", "Joguei a caixa de pílulas na frente dele. Vamos deixar que Deus nos julgue. Escolha uma e engula. Uma tem a morte, e a outra, a vida. Vou tomar a restante. Veremos se há alguma justiça neste mundo, ou se está tudo ao acaso.". Teria feito o mesmo com o segundo homem  se ele não tivesse partido para cima do assassino. Seu desespero o fez morrer do mesmo jeito, mas agora com uma facada no peito. 
  • Conclusão
   O assassino morreu um dia antes de ser julgado por causa do seu aneurisma. Por conta deste também que ele acabou sangrando o nariz em Brixton e usando o sangue do próprio nariz para escrever RACHE na parede, que em alemão quer dizer vingança. Deixando o crime mais claro que água. Em fim, como Holmes previra, não levou crédito nenhum em relação à resolução do caso eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee FIM <3
 
Espero que tenham gostado, beijo do Pikachu~~

eu que fiz hehehehe 



















































sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Sobre postagens futuras




Só para atualizar mesmo..


  • Eu acabei de me lembrar que não completei aqueles 4 posts sobre o meu dorama favorito. Então devo postar sobre o mesmo, se não hoje, um dia próximo.



  • Estou devendo um especial de nata parte 2. Não me esqueci. Mas ainda não vi nenhum filme, então começarei a correr para postar o quanto antes.



  • Tem tempo que não posto sobre nenhum livro, então vou fazer um tipo "especial Harry Potter", muito em breve. E ressaltarei um livro em especial, pois reparei algo fascinante. Com as melhores frases de Dumbledore. Então quem curte HP, não perca. Estou pensando em fazer algo do tipo "Uma semana só sobre HP", não sei ainda. 


  • Talvez, apenas talvez, eu também escreva algo relacionado ao blues já que é algo que estou muito interessada em pesquisar a respeito. Algo pela parte dos Diário, em sobre mim.

  • E por fim, venho a declarar que estou a procura de algum fanático por séries que me ajude a escrever aqui, já que não eu não assistia séries. Sim, está no passado, pois essa semana comecei a ver "Once Upon a Time" e talvez eu venha falar a respeito dela em breve. 


Amo vocês, espero que tenham gostado das minhas ideias. Beijos ~~ Pikachu

domingo, 13 de novembro de 2016

#DIY 05: Estou muito chateada! (nebulosa no potinho)

Eu estava me preparando para escrever sobre um DIY hoje, super maneiro, quando percebi que eu perdi todas fotos que havia tirado há algumas semanas atrás quando fui testar. Como eu perdi? Simples, do nada, absolutamente de repente o botão que desbloqueia a tela do meu celular parou de funcionar e eu não consigo mais usá-lo.
Sério, broxei agora. Eu já estava toda animada, pois fazia tempo que eu não postava aqui e PAAAAM page not found error 404. Chateada demais. Que tragédia, que trágico. Eu realmente queria postar algo para vocês sobre DIY. Façamos o seguinte? Eu digo sobre o que era e posto, aqui, algumas referências de vídeos que ensinem a fazer o que iria te mostrar. Ainda chateada, mas melhor que o nada.
(Mudando o assunto da água para o vinho estou lendo um livro e tenho a certeza de que o terminarei a tempo do fim do mês para que vocês possam saber dele. Gente, é muito bom. Estou viciadíssima nele, e aprendendo várias palavras novas! Além disso, vou dizer algumas peculiaridades que apenas o MEU livro tem. Então aguardem que não falta muito.)

Voltando, o DIY que eu ensinaria hoje seria a tão famosa nebulosa. É tão linda e tão incrível! E você pode fazer em menos de 20 minutos. Super prático e rápido. Sem contar que você pode improvisar e acrescentar adereços que deixarão sua nebulosa única, como, por exemplo, plastificar uma frase super inspiradora e colocá-la "flutuando" no seu potinho de universo. Sendo ainda mais criativo, pode fazer cordões, únicos também. O DIY é um universo (nem reparei, mas fez todo o sentido e super combinou com o assunto) de possibilidades, basta ter criatividade.

Tutorial Mini Pingente de Nebulosa





Gente, o que eu fiz deu super certo. Realmente uma pena que eu tenha perdido as fotos, e, para melhorar, quebrado. Sim, tragédia. O vento derrubou o meu potinho que era daquele cilíndrico e ele quebrou todinho. Uma observação: Eu fiz o meu usando corante em pó para tecido e deu super certo. Então pode confiar em qualquer tinta que dá super certo. Vai na fé, e boa sorte.
Espero que você tenha gostado, porque eu gostei. Beijos ~~ Pikachu

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Desabafo 06: Homossexuais

Coisas que tenho que esclarecer antes de escrever esse post:
1) Eu sou hétero, até onde eu sei;
2)Gays me excitam;
3)Não sou obrigada a ler só coisas tradicionais;
4)Me vicio fácil.

Bom, vamos lá... Há uns quatro anos atrás eu me mudei para Brasília( acho que já disse isso aqui antes) e graças ao Marista Champagnat eu comecei a gostar muito de ler. Antes eu o via como uma obrigação, mas depois de uns três meses sendo obrigada a pegar livros de 15 em 15 dias, eu comecei a amar ler, e foi, com uns 11 anos, que comecei a pegar livros de 3 em 3 dias na biblioteca da escola. Depois disso me transformei na devoradora de livros que sou hoje e comecei a escrever também.
Enfim, o que eu queria dizer é. Romance é algo muito clichê. Eu provavelmente já devo ter lido todo os gêneros de livros existentes(--até obras nacionais eu li, o que muitas pessoas que se dizem leitores fanáticos não se dão o trabalho de fazer-- Meu conselho, leia Machado de Assis, é difícil, mas é bom--). A questão é, todo e qualquer GÊNERO de livro seja ficção científica, seja fantasia, seja drama, sempre tem aquele bendito romance, mas depois de um tempo eu reparei que, de todos os benditos romances, nenhum era homossexual. Posha, vamos combinar, há aqueles que o achem nojento, mas eu já reparei na vida que os casais gays são bem mais interessantes que os héteros. Quero dizer, qual é a graça de ler um romance que é "clichê". É sempre a mesma bosta, o bendito triângulo amoroso entre uma mulher e dois homens.... Até que um dia meu amigo Jadson me apresentou um aplicativo bem interessante, onde qualquer pessoa pode escrever, qualquer mesmo. Lá, eu descobri o romance gay. Gente, melhores histórias que já li, posha não é nojento. Não tem como ser. Quando você lê, é totalmente diferente do que quando você olha na rua. Para você pode parecer sem noção um casal homossexual se beijando, mas se você lesse histórias, (--já li histórias até de casos reais no app--) você começa a pensar de uma forma totalmente diferente!!! 
#Confesso que eu nunca havia chorado com um romance hétero, mas quando eu li o gay. Eu não sei porque, mas imagina como deve ser para eles, Eles só querem ser tratados como pessoas normais. Sim, eu chorei lendo romance gay. E não há nada no mundo que mude minha opnião dobre os homossexuais. 

Hey, você que reclama que gay da a bunda, lembre de 3 coisas apenas:
1) Você quase se mata só para comer o cu da sua namorada, mas gay não pode? Cu é cu em qualquer planeta.
2) Se o problema é a igreja, só lembrar que os anjos não têm sexo, e tem livre arbítrio. Eles podem estar transando bem acima de nós sem vocês saberem.
e 3)Homem que é homem, não se preocupa com a bunda de outro homem.


PS: O mais engraçado dessa postagem é que eu ia escrever sobre os livros que eu estava lendo no wattpad, mas eu lembrei de coisas que acontecem no dia a dia, me bateu uma revoltz e comecei a falar sobre gays, tive até que mudar o título. Que louco, não? 
#PikachuRevoltz

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Diário 03: Melhor ano (relembrando 2013)

Foi nesse ano que tudo mudou ... TAM DAM DAMMM... foi quando peguei corpo, tirei a lente, me mudei pra melhor escola do mundo, conheci pessoas incríveis incluindo minha "bff"(coisa de gay ashusja)..
Nesse ano dois garotos me pediram em namoro sem eu nunca ter ficado com eles.... ---eu não tinha dado o meu primeiro beijo ainda--- e sabe q loucura que cometi? Eu aceitei! Com o primeiro, "namorei" por 4 meses sem dar se quer um beijo nele e o segundo por um mês.. também sem beijá-lo ahahaha e por quê? Três palavras: Crise de risos! Toda vez que eles tentavam me beijar eu recuava ou abria os olhos e começava a rir... e não me perdôo até hoje por não ter beijado o segundo(M.V. ) esse menino era perfeito(romântico, bonito olhos verdes- alto, roqueiro, até começou a me ensinar a tocar bateria), mas eu tive que voltar pro Rj e não deu tempo de criar coragem.... mas enfim!  Foi quando o conheci que tudo mudou, sinceramente. Foi quando fiz vários amigOs, comecei a sair, feiras de livro, shopping, parques! Era muuuito booom!!!! Foi o melhor ano de todos!
   E como alguns dizem, vou roubar a frase: não me arrependo de nada que já fiz, só do que deixei de fazer por causa de um 'e se..'."

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Entrei numa onda

Posha, entrei em uma onda agora... Tudo que vejo na minha frente quero customizar(roupas) ou reciclar objetos.. Sei lá, veio meio do nada e tals.. Tive umas ideias e assim que fizer algumas venho postar aqui.

Estou muito ansiosa pelo meu livro, espero que fique bom. Já escrevi até o capítulo 3,poucos capítulos por enquanto sim, mas eles são grandes. Escrevo, em média, um por dia, principalmente agora que minha única colega saiu da escola. Pois passo o intervalo sozinha, logo aproveito para escrevê-lo. AAAAh, não consigo parar de pensar neles. *risos*  Estou muito feliz.

TRAGÉDIA"!!! Acabei de lembrar que tenho prova esse sábado! Alguém me dá uma colher, por favor, quero cortar os pulso (AHUSHUAHUSHUHA). Sim, isso que soltei agora foi uma risada e não um ataque epilético em cima do teclado, Fui nessa beijos!

domingo, 12 de fevereiro de 2017

K-drama: I Hear Your Voice

Gente, eu estou devendo um post ainda sobre um livro. Estou mega atrasada, e até o dorama acabou saindo aqui antes dele. Mas é porque tem muita coisa para escrever, tem que revisar e um monte de coisa. Então demora um pouquinho mesmo. 



Mas então... Esse drama é muito maravilhoso. enho que deixar claro que não foi o tipo de dorama que me prendeu e viciou, tanto é que demorei uns 2 meses para terminar de assisti-lo. Mas se você analisar o conjunto em si é muito bom, e engraçado. Além de ser inteligente e algo um pouco incomum : eu gostei mesmo não sendo colegial :o Poiiiiissss é, não é mesmo? Milagre. Se eu chorei? Não tanto quando Boys over Flowers, mas chorei sim. Principalmente no final, quando.. opa, quase dei spoiler.. Mas então, antes que eu dê sem querer, vamos pular para a parte em que falamos de forma imparcial dele HAHA


Título: Neoui Moksoriga Deulrye (Original)
Ano: 2013
Episódios: 18
Classificação: 14 anos
Gênero: Comédia, Drama, Fantasia, Mistério, Policia, Romance, Thriller
País de origem: Coréia do Sul
Sinopse: Jang Hye Sung, é uma advogada corajosa e atrevida, com uma língua afiada e que acha pouco animador o seu trabalho. Cha Kwan Woo, é um ex-policial sério e apaixonado, que se torna um advogado do governo. Enquanto isso, Park Soo Ha, é um garoto de 19 anos, que tem a habilidade de ler a mente das pessoas. Juntos eles irão formar um time que resolverá casos que ninguém mais quer, onde há menos de 1% de chance de vitória.




Ah, tem uma coisa que quero acrescentar, o ator que fez Park Soo Ha, não gostei. As vezes ele fazia uma cara de babaca que eu simplesmente não conseguia levar a sério. Não sei, ele deveria fazer o papel de alguém um pouco mais maduro do que seria normal na idade dele, mas toda vez que ele chorava eu tinha a sensação de que ele era um crianção. Ele tem que trabalhar melhor na cara de choro, sério.

Esse print fui eu que dei, pra guardar de lembrança. Todo anime e dorama que eu gosto eu dou no mínimo um print ahuahuahuahuaha Assita esse dorama e seja feliz sem ser viciado. (Você vai rir nessa parte. Então é isso, espero que tenha curtido. Beijos ~~ Pikachu